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SÃO PAULO – Após duas altas consecutivas que surpreenderam o mercado, o nível dos estoques de petróleo registrou uma queda na última semana nos Estados Unidos, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quinta-feira (11).
O relatório semanal norte-americano demonstrou um recuo de 1,7 milhão de barris nos estoques da commodity, conforme o previsto pelo mercado.
Entretanto, as projeções dos analistas falharam ao traçar uma queda no nível dos estoques de gasolina, que segundo o relatório, registraram acréscimo de 1,7 milhão de barris.
Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 87,8% de sua capacidade operacional total, ficando levemente acima dos 87,5% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 5/10/2007 | Semana até 28/9/2007 | Diferença |
| Óleo bruto | 320,1 | 321,8 | -1,7 |
| Gasolina | 193,0 | 191,3 | +1,7 |
| Derivados | 135,3 | 135,9 | -0,6 |
| Óleo para calefação | 44,8 | 43,8 | +1,0 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 5/10/2007 | Semana até 5/10/2006 | Diferença |
| Óleo bruto | 320,1 | 333,6 | -13,5 |
| Gasolina | 193,0 | 212,9 | -19,9 |
| Derivados | 135,3 | 148,5 | -13,2 |
| Óleo para calefação | 44,8 | 62,4 | -17,6 |
Preços em Londres e NY
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 79,63 nesta quinta-feira, alta de 0,95% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula leve alta de 0,29% neste mês de outubro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 32,41%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em 10 de novembro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 82,08 por barril, configurando uma alta de 0,96% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.