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SÃO PAULO – Contrariando o esperado pelo mercado, o nível dos estoques de petróleo nos EUA recuou na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (5), após sete consecutivas elevações.
Entre as semanas terminadas em 22 e 29 de fevereiro, foi registrada uma queda de 3,1 milhões de barris nos estoques da commodity, enquanto o previsto pelos analistas era de uma alta de 2,4 milhões de barris.
Em contrapartida, os estoques de gasolina apresentaram um acréscimo de 1,7 milhão de barris, enquanto as reservas de derivados e óleo para calefação recuaram. Ainda segundo o relatório, as refinarias operaram com 85,9% de sua capacidade total, acima dos 84,7% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 29/02/2008 | Semana até 22/02/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 305,4 | 308,5 | -3,1 |
| Gasolina | 234,3 | 232,6 | +1,7 |
| Derivados | 117,6 | 120,0 | -2,4 |
| Óleo para calefação | 31,8 | 33,9 | -2,1 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 29/02/2008 | Semana até 29/02/2007 | Diferença |
| Óleo bruto | 305,4 | 318,0 | -12,6 |
| Gasolina | 234,3 | 215,0 | +19,3 |
| Derivados | 117,6 | 123,2 | -5,6 |
| Óleo para calefação | 31,8 | 41,4 | -9,6 |
Barril em alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 99,60
nesta quarta-feira, alta de 1,71% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 0,56% neste mês de março.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 6,08%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 101,42 por barril, configurando uma alta de 1,34% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.