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SÃO PAULO – Surpreendendo o mercado, o nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou recuo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (9).
Entre as semanas terminadas em 28 de março e 4 de abril, o nível dos estoques de petróleo norte-americanos marcou um decréscimo de 3,2 milhões de barris, enquanto o mercado esperava um resultado ascendente.
Os estoques de gasolina também apresentaram uma surpresa negativa. Enquanto que as expectativas dos analistas davam conta de uma queda de 3 milhões de barris, o relatório reportou um recuo maior, de 3,4 milhões de barris, o nono consecutivo na categoria.
Ainda segundo o relatório norte-americano, as refinarias operaram com 83,0% de sua capacidade operacional total, acima dos 82,4% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 4/04/2008 | Semana até 28/03/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 316,0 | 319,2 | -3,2 |
| Gasolina | 221,3 | 224,7 | -3,4 |
| Derivados | 106,0 | 109,7 | -3,7 |
| Óleo para calefação | 21,6 | 24,3 | -2,7 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 4/04/2008 | Semana até 4/04/2007 | Diferença |
| Óleo bruto | 316,0 | 332,4 | -16,4 |
| Gasolina | 221,3 | 200,8 | +20,5 |
| Derivados | 106,0 | 119,8 | -13,8 |
| Óleo para calefação | 21,6 | 39,8 | -18,2 |
Barril em baixa
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 106,73
nesta quarta-feira, alta de 0,54% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 6,50% neste mês de abril.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 13,68%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em maio de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 108,91 por barril, configurando uma alta de 0,11% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.