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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo avançou 1,5%, ou 4,3 milhões de barris, na semana passada nos EUA, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (16).
No mesmo sentido, os estoques de gasolina, óleo para calefação e derivados de petróleo apresentaram acréscimo frente ao registrado na semana terminada em 4 de janeiro.
Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 87.1% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 91,3% registrados na medição anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 11/01/2008 | Semana até 04/01/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 287,1 | 282,8 | +1,5% |
| Gasolina | 215,3 | 213,1 | +1,0% |
| Derivados | 129,8 | 128,7 | +0,9% |
| Óleo para calefação | 36,3 | 36,1 | +0,6% |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 11/01/2008 | Semana até 11/01/2007 | Diferença |
| Óleo bruto | 287,1 | 316,0 | -9,1% |
| Gasolina | 215,3 | 217,0 | -0,8% |
| Derivados | 129,8 | 142,3 | -8,8% |
| Óleo para calefação | 36,3 | 57,8 | -37,2% |
A divulgação dos estoques norte-americanos de petróleo sucede as declarações da IEA (International Energy Agency), que pela manhã disse que o preço do barril do produto pode recuar um pouco mais, após alcançar patamares recordes em Nova York. A agência revisou para baixo suas projeções de crescimento na demanda pelo óleo este ano.
Preços em Londres e NY
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 89,67
nesta quarta-feira, baixa de 1,31% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho negativo
dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 4,49% neste mês de janeiro.
Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 4,49%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em fevereiro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 91,15 por barril, configurando uma baixa de 0,75% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.