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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos EUA voltaram a cair após 10 semanas de avanços, atingindo o patamar de 354,0 milhões de barris, conforme dados anunciados nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Energia do país.
Entre as semanas terminadas em 2 e 9 de abril, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 2,2 milhões de barris, surpreendendo os analistas, que esperavam alta de 1,3 milhão de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.
No mesmo sentido, os estoques de gasolina também recuaram em 1,1 milhão de barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,6% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 84,5%.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 09/04/2010 |
Semana até 02/04/2010 | Variação |
| Óleo bruto | 354,0 | 356,2 | -0,6% |
| Gasolina | 221,3 | 222,4 | -0,5% |
| Derivados | 146,8 | 145,7 | +0,8% |
| Óleo para calefação | 42,8 | 42,3 | +1,2% |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 09/04/2010 |
Semana até 09/04/2009 |
Variação |
| Óleo bruto | 354,0 | 367,0 | -3,5% |
| Gasolina | 221,3 | 215,6 | +2,6% |
| Derivados | 146,8 | 144,8 | +1,4% |
| Óleo para calefação | 42,8 | 37,7 | +13,5% |
Petróleo avança
Refletindo os dados divulgados pela IEA, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 85,20 nesta quarta-feira, alta de 0,89% em relação ao último fechamento.
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Já o contrato com vencimento em maio de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 84,67 por barril, configurando uma alta de 0,82% frente ao fechamento anterior
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.