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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo tiveram a sua quarta alta semanal consecutiva, conforme dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quinta-feira (22). Cabe lembrar que as informações foram anunciadas um dia depois do normal devido ao feriado de segunda-feira (19) nos EUA, em homenagem a Martin Luther King.
Entre as semanas terminadas em 9 e 16 de janeiro, o nível dos estoques de óleo bruto no país avançou em 6,1 milhões de barris, superando fortemente as expectativas dos analistas, que apostavam em alta de 1,4 milhão de barris.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou elevação de 6,5 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 83,3% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 85,2% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 16/1/2009 | Semana até 9/1/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 332,7 | 326,6 | +6,1 |
| Gasolina | 220,0 | 213,5 | +6,5 |
| Derivados | 145,0 | 144,2 | +0,8 |
| Óleo para calefação | 39,2 | 40,6 | -1,4 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 16/1/2009 | Semana até 16/1/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 332,7 | 291,1 | +41,6 |
| Gasolina | 220,0 | 224,5 | -4,5 |
| Derivados | 145,0 | 131,8 | +13,2 |
| Óleo para calefação | 39,2 | 39,3 | -0,1 |
Barril opera em leve queda
Após a divulgação dos estoques de petróleo, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, ampliou o declínio, atingindo US$ 42,41 nesta quinta-feira. A queda é de 3,98% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula alta de 1,56% neste mês de janeiro e no acumulado do ano, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 41,76 por barril em Londres.
No mesmo sentido, o contrato com vencimento em março de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, ampliou a queda para 6,43%, operando a US$ 40,75 por barril.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.