Estoques de petróleo dos EUA registram queda de 0,9% na semana

Reservas de óleo bruto caem na base semanal e sobem na anual; estoques de gasolina caem 0,9% na semana

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 0,9% no período de 30 de outubro a 05 de novembro, atingindo o patamar de 364,9 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (10) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, os estoques de óleo bruto nos EUA cairam 3,3 milhões de barris. No período, as reservas de gasolina recuaram em 1,9 milhões de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 82,4% de sua capacidade operacional total, acima do registrado na semana anterior, de 83,7%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 25/11/2010   Semana até 29/10/2010   Variação
Óleo Bruto 364,9 368,2 -0,9%
Gasolina 210,3 212,3 -0,9%
Derivados 159,9 164,9 -3,0%
Óleo para calefação 51,2 53,2 -3,7%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 05/11/2010   Semana até 06/11/2009  Variação
Óleo Bruto 364,9 337,7 +8,1%
Gasolina 210,3 210,8 -0,2%
Derivados 159,9 167,7 -4,7%
Óleo para calefação 51,2 51,4 -0,4%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 88,14 nesta quarta-feira, leve baixa de 0,16% em relação ao último fechamento.

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Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 6,00% neste mês de novembro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 13,98%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em dezembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 87,01 por barril, configurando uma alta de 0,29% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.