Estoques de petróleo dos EUA registram queda de 0,1% na semana

Mercado esperava uma ligeira alta das reservas; cotações da commodity registram leve alta em Nova York

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 0,1% no período de 18 a 24 de setembro, atingindo o patamar de 357,9 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (29) pelo Departamento de Energia do país.

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA encolheu em 500 mil barris, enquanto os analistas esperavam alta de 970 mil, conforme levantamento da agência Bloomberg. Da mesma forma, as reservas de gasolina recuaram em 3,5 milhões de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,8% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 87,8%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 24/9/2010   Semana até 17/9/2010  Variação
Óleo Bruto 357,9 358,3 -0,1%
Gasolina 222,6 226,1 -1,5%
Derivados 173,6 174,9 -0,7%
Óleo para calefação 52,4 51,2 +2,3%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 24/9/2010   Semana até 25/9/2009  Variação
Óleo Bruto 357,9 338,4 +5,7%
Gasolina 222,6 211,5 +5,3%
Derivados 173,6 171,1 +1,5%
Óleo para calefação 52,4 51,2 +2,3%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 78,95 nesta quarta-feira, leve alta de 0,38% em relação ao último fechamento.

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O contrato com vencimento em novembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 76,46 por barril, configurando uma alta de 0,49% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.