Estoques de petróleo dos EUA registram queda de 0,1% na semana

Mercado esperava uma forte alta das reservas; no mesmo sentido, estoques de gasolina caem 0,8% no período

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 0,1% no período de 1 de outubro a 10 de outubro, atingindo o patamar de 360,5 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quinta-feira (14) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA caiu 400 mil barris, enquanto os analistas esperavam alta de 3,09 milhões. Por outro lado, as reservas de gasolina recuaram em 1,8 milhão de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 81,9% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 83,1%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 1/10/2010   Semana até 1/10/2010  Variação
Óleo Bruto 360,5 360,9 -0,1%
Gasolina 218,2 219,9 -0,8%
Derivados 172,2 172,5 -0,1%
Óleo para calefação 54,2 52,2 +4,0%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 1/10/2010   Semana até 9/10/2009  Variação
Óleo Bruto 360,5 337,8 +6,7%
Gasolina 218,2 209,2 +4,3%
Derivados 172,2 170,7 +0,9%
Óleo para calefação 54,2 51,4 +5,5%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 84,61 nesta quinta-feira, leve alta de 0,11% em relação ao último fechamento. 

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O contrato com vencimento em novembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 83,23 por barril, configurando uma alta de 0,31% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.