Estoques de petróleo dos EUA registram elevação de 1,4% na semana

Mercado já esperava uma alta das reservas, porém um pouco menor; no mesmo sentido, estoques de gasolina cairam 2% no período

Publicidade

SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram 1,4% no período de 15 a 22 de outubro, atingindo o patamar de 366,2 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (27) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA subiu 5,0 milhões de barris, enquanto os analistas esperavam alta de 667 mil. No período, as reservas de gasolina recuaram em 4,4 milhões de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 83,7% de sua capacidade operacional total, acima do registrado na semana anterior, de 83,5%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 22/10/2010   Semana até 15/10/2010   Variação
Óleo Bruto 366,2 361,2 +1,4%
Gasolina 214,9 219,3 -2,0%
Derivados 168,4 170,1 -0,9%
Óleo para calefação 53,4 54,3 -1,7%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 22/10/2010   Semana até 23/10/2009  Variação
Óleo Bruto 366,2 339,9 +7,8%
Gasolina 214,9 208,6 +3,1%
Derivados 168,4 167,8 +0,4%
Óleo para calefação 53,4 51,7 +3,2%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 82,04 nesta quarta-feira, baixa de 1,94% em relação ao último fechamento.

Continua depois da publicidade

O contrato com vencimento em dezembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 80,76 por barril, configurando uma baixa de 2,17% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.