Estoques de petróleo dos EUA registram elevação de 0,5% na semana

Reservas de óleo bruto avançam na base semanal e anual; estoques de gasolina caem 1,3% na semana

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram 0,5% no período de 23 a 29 de outubro, atingindo o patamar de 368,2 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (3) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA subiu 2,0 milhões de barris, enquanto no período as reservas de gasolina recuaram em 2,7 milhões de barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 81,8% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 83,7%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 29/10/2010   Semana até 22/10/2010   Variação
Óleo Bruto 368,2 366,2 +0,5%
Gasolina 212,3 214,9 -1,3%
Derivados 164,9 168,4 -2,1%
Óleo para calefação 53,2 53,4 -0,4%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 29/10/2010   Semana até 30/10/2009  Variação
Óleo Bruto 368,2 335,9 +9,6%
Gasolina 212,3 208,3 +1,9%
Derivados 164,9 167,4 -1,5%
Óleo para calefação 53,2 50,6 +5,0%

Cotação
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 83,15 nesta quarta-feira, permanecendo estável em relação ao último fechamento.

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Com o desempenho dessa sessão, o petróleo permanece estável neste mês de novembro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 7,53%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em dezembro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 84,83 por barril, configurando uma alta de 1,14% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.