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SÃO PAULO – O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (10) que os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para 361,6 milhões de barris na semana passada.
Entre as semanas terminadas em 29 de maio e 5 de junho, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA caiu em 4,4 milhões de barris. Depois de serem surpreendidos por um avanço inesperado das reservas na semana anterior, os analistas estavam divididos entre estimativas de alta e baixa.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou redução de 1,6 milhão de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,9% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 86,3% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 5/6/2009 | Semana até 29/5/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 361,6 | 366,0 | -4,4 |
| Gasolina | 201,6 | 203,2 | -1,6 |
| Derivados | 149,7 | 150,0 | -0,3 |
| Óleo para calefação | 40,0 | 40,8 | -0,8 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 5/6/2009 | Semana até 5/6/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 361,6 | 301,7 | +59,9 |
| Gasolina | 201,6 | 207,7 | -6,1 |
| Derivados | 149,7 | 113,9 | +35,8 |
| Óleo para calefação | 40,0 | 24,6 | +15,4 |
Preço do barril em alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 69,86
nesta quarta-feira, leve alta de 0,34% em relação ao último fechamento.
Já o contrato com vencimento em julho de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 71,35 por barril, configurando uma alta de 1,91% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.