Estoques de petróleo dos EUA recuam 1,0% na passagem semanal

No sentido oposto, estoques de gasolina sobem 1,7% no período, enquanto refinarias operaram com capacidade de 83,7%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos recuaram em 3,4 milhões de barris, ou 1,0% no período entre 9 e 13 de janeiro, chegando ao patamar de 331,2 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina subiram em 3,7 milhões de barris, ou 1,7%, para 227,5 milhões de barris.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 83,7% de sua capacidade operacional total, frente aos 85,6% observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 13/01/2012   Semana até 06/01/2011   Variação
Óleo Bruto 331,2 334,6 -1,0%
Gasolina 227,5 223,8 +1,7%
Derivados 165,2 162,9 +1,4%
Óleo para calefação 33,3 35,6 -6,4%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 06/01/2012   Semana até 14/01/2011  Variação
Óleo Bruto 331,2 335,7 -1,3%
Gasolina 227,5 227,7 -0,1%
Derivados 165,2 160,9 +2,7%
Óleo para calefação 33,3 43,5 -23,5%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 111,22 no pregão desta quinta-feira, leve alta de 0,40% em relação ao último fechamento. 

Com o desempenho positivo no dia, o petróleo acumula forte alta de 3,05% neste mês de janeiro. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 3,05%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 107,93 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em fevereiro de 2012, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 101,20 por barril, configurando uma alta de 0,56% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.