Estoques de petróleo dos EUA caem 1,5%, acima do esperado pelo mercado

Já as reservas de gasolina subiram 1,1%; refinarias operaram com 87,7% de sua capacidade, abaixo da semana anterior

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 1,5% no período de 10 a 17 de dezembro, atingindo o patamar de 340,7 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (22) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, os estoques de óleo bruto nos EUA recuaram em 5,3 milhões de barris, bem acima da expectativa dos analistas, de queda de 3,4 milhões de barris, conforme levantamento da Bloomberg.

Por outro lado, as reservas de gasolina aumentaram em 2,4 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 87,7% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 88%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 17/12/2010   Semana até 10/12/2010   Variação
Óleo Bruto  340,7 346,0 -1,5%
Gasolina  217,2 214,8 +1,1%
Derivados  160,7 161,3 -0,4%
Óleo para calefação  49,3 49,8 -0,9%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 17/12/2010   Semana até 17/12/2009  Variação
Óleo Bruto 340,7 327,5 +4,0%
Gasolina 217,2 216,3 +0,4%
Derivados 160,7 161,3 -0,4%
Óleo para calefação 49,3 46,3

+6,7%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 93,91 nesta quarta-feira, alta de 0,65% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em fevereiro de 2011, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 90,65 por barril, configurando uma alta de 0,91% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.