Publicidade
SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos recuaram 0,7% no período de 3 a 10 de setembro, atingindo o patamar de 357,4 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (15) pelo Departamento de Energia do país.
Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA caiu em 2,5 milhões de barris, mesmo patamar esperado pelos analistas, conforme levantamento da agência Bloomberg. No mesmo sentido, as reservas de gasolina diminuíram em 700 mil barris.
Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 87,6% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 88,2%.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 10/9/2010 | Semana até 3/9/2010 | Variação |
| Óleo bruto | 357,4 | 359,9 | -0,7% |
| Gasolina | 224,5 | 225,2 | -0,3% |
| Derivados | 174,5 | 174,8 | -0,2% |
| Óleo para calefação | 50,5 | 52,6 |
-4,0% |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 10/9/2010 |
Semana até 10/9/2009 |
Variação |
| Óleo bruto | 357,4 | 332,8 | +7,4% |
| Gasolina | 224,5 | 207,7 | +8,1% |
| Derivados | 174,5 | 167,8 | +4,0% |
| Óleo para calefação | 50,5 | 49,3 | +2,4% |
Cotações
Reduzindo o ritmo de queda visto durante a manhã, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 78,90 nesta quarta-feira, baixa de 0,47% em relação ao último fechamento.
Continua depois da publicidade
Da mesma forma, o contrato com vencimento em outubro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 75,39 por barril, configurando uma baixa de 1,84% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.