Estoques de petróleo dos EUA caem 0,4% na passagem semanal

Já as reservas de gasolina cairam 1,1%; refinarias operaram com 87,8% de sua capacidade, acima da semana anterior

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 0,4% no período de 18 a 24 de dezembro, atingindo o patamar de 339,4 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Energia do país. 

Na semana passada, os estoques de óleo bruto nos EUA recuaram em 1,3 milhões de barris. Por outro lado, as reservas de gasolina caíram em 2,3 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 87,8% de sua capacidade operacional total, acima do registrado na semana anterior, de 87,7%.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 24/12/2010   Semana até 17/12/2010   Variação
Óleo Bruto 339,4  340,7 -0,4%
Gasolina  214,9 217,2 -1,1%
Derivados 161,0 160,7 +0,2%
Óleo para calefação  47,4  49,3 -4,0%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 24/12/2010   Semana até 25/12/2009  Variação
Óleo Bruto 339,4 326,0 +4,1%
Gasolina 214,9 216,0 -0,5%
Derivados 161,0 159,3 +1,1%
Óleo para calefação 47,4 44,4

+6,5%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 93,45 nesta quinta-feira, baixa de 0,73% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 8,79% neste mês de dezembro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 20,85%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em fevereiro de 2011, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 90,12 por barril, configurando uma baixa de 1,10% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.