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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos registraram um leve avanço de 400 mil barris na última semana, enquanto o nível dos estoques de gasolina diminuiu 600 mil barris na passagem semanal.
As reservas de derivados, por sua vez, registraram expressivo recuo de 2,7 milhões de barris, ao passo que o nível dos estoques de óleo para aquecimento, quando comparados à última apuração, avançou em 300 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias apresentou uma leve queda, passando de 88,9% para 88,1%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (08), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 03 de novembro.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 334.7 | 334.3 | 0.1% |
| Gasolina | 204.0 | 204.6 | -0.3% |
| Derivados | 138.6 | 141.3 | -1.9% |
| Óleo para calefação | 60.2 | 59.9 | 0.5% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 03/11/2006 | Semana 03/11/2005 | Diferença |
| Óleo bruto | 334.7 | 322.2 | 3.9% |
| Gasolina | 204.0 | 201.3 | 1.3% |
| Derivados | 138.6 | 125.3 | 10.6% |
| Óleo para calefação | 60.2 | 56.5 | 6.5% |
Cotações em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 56,45
nesta quarta-feira, leve alta de 0,27% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 0,91% neste mês de novembro.
Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 4,29%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
58,98 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em dezembro de 2006, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 59,35 por barril, configurando uma alta de 0,71% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.