Estoques de petróleo dos EUA avançam, mas cotação do barril mantém alta

Reservas de óleo bruto subiram em 2,8 milhões de barris; por outro lado, estoques de gasolina recuaram em 1,6 milhão de barris

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram pela segunda semana consecutiva, atingindo o patamar de 338,4 milhões de barris. Mesmo com os dados, anunciados nesta quarta-feira (30) pelo Departamento de Energia, a cotação do barril de petróleo registra alta em Londres e Nova York.

Entre as semanas terminadas em 18 e 25 de setembro, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA aumentou em 2,8 milhões de barris, enquanto os analistas esperavam aumento menor, de 2,0 milhões de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Por outro lado, os estoques de gasolina nos EUA recuaram em 1,6 milhão de barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 84,6% de sua capacidade operacional total, levemente abaixo do registrado na semana anterior, de 86,9%.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 25/9/2009 Semana até 18/9/2009 Variação
Óleo bruto 338,4 335,6 +2,8
Gasolina 211,5 213,1 -1,6
Derivados 171,1 170,8 +0,3
Óleo para calefação 51,2 50,8 +0,4

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 25/9/2009 Semana até 25/9/2008 Variação
Óleo bruto 338,4 303,7 +34,7
Gasolina 211,5 191,2 +20,3
Derivados 171,1 128,7 +42,4
Óleo para calefação 51,2 38,2 +13,0

Preço do barril sobe em Londres e NY

Mesmo com o aumento maior do que o esperado nas reservas de óleo bruto dos Estados Unidos, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 65,83 nesta quarta-feira, alta de 0,52% em relação ao último fechamento.

Da mesma forma, o contrato com vencimento em novembro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 67,12 por barril, configurando uma alta de 0,61% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.