Estoques de petróleo dos EUA avançam em linha com as estimativas

Reservas subiram em 1,7 milhão de barris, enquanto projeções apontavam alta de 1,5 milhão; preço do barril mantém queda

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos registraram nova alta, atingindo a marca dos 361,1 milhões de barris, conforme os dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia) nesta quarta-feira (8).

Entre as semanas terminadas em 27 de março e 3 de abril, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 1,7 milhão de barris, levemente acima da média das estimativas dos analistas, que apostavam em alta de 1,5 milhão de barris.

No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou avanço de 600 mil barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 81,8% de sua capacidade operacional total, praticamente estável em relação aos 81,7% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 3/4/2009 Semana até 27/3/2009 Variação
Óleo bruto 361,1 359,4 +1,7
Gasolina 217,4 216,8 +0,6
Derivados 140,8 144,2 -3,4
Óleo para calefação 37,0 38,1 -1,1

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 3/4/2009 Semana até 3/4/2008 Variação
Óleo bruto 361,1 313,5 +47,6
Gasolina 217,4 220,5 -3,1
Derivados 140,8 107,1 +33,7
Óleo para calefação 37,0 22,9 +14,1

Preço do barril opera em queda

O movimento do preço do barril de petróleo não registrou mudanças após a divulgação do relatório, operando em queda tanto em Londres quanto em Nova York.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 50,49 nesta quarta-feira, baixa de 1,43% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em maio de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 48,53 por barril, configurando uma baixa de 1,26% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.