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SÃO PAULO – Os dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (25) mostram novo aumento semanal dos estoques de petróleo norte-americanos, que passam para 356,6 milhões de barris. O resultado representa a 22ª alta em 25 semanas.
Entre as semanas terminadas em 13 e 20 de março, o nível dos estoques de óleo bruto no país avançou em 3,3 milhões de barris, bem acima da média das estimativas dos analistas, que apostavam em alta de 1,1 milhão de barris.
Em sentido contrário, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou recuo de 1,1 milhão de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 82,0% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 82,1% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 20/3/2009 | Semana até 13/3/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 356,6 | 353,3 | +3,3 |
| Gasolina | 214,6 | 215,7 | -1,1 |
| Derivados | 143,9 | 145,5 | -1,6 |
| Óleo para calefação | 37,8 | 36,8 | -1,0 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 20/3/2009 | Semana até 20/3/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 356,6 | 308,6 | +48,0 |
| Gasolina | 214,6 | 226,1 | -11,5 |
| Derivados | 143,9 | 111,0 | +32,9 |
| Óleo para calefação | 37,8 | 26,2 | +11,6 |
Cotação mantém queda
Sem alterações significativas na trajetória do petróleo no mercado internacional após a divulgação do documento, a cotação do barril do tipo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 50,92, com baixa de 1,72% em relação ao último fechamento.
O contrato com vencimento em abril de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 52,50 por barril, configurando uma baixa de 2,53% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.