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SÃO PAULO – Surpreendendo os analistas, os estoques de petróleo dos Estados Unidos registraram alta maior do que a esperada na última semana, atingindo a marca de 366,7 milhões de barris.
Conforme os dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia) nesta quarta-feira (15), entre as semanas terminadas em 3 e 10 de abril, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 5,6 milhões de barris, bem acima da média das estimativas, de alta de 1,75 milhão de barris.
Em sentido oposto, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou recuo de 900 mil barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 80,4% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 81,8% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 10/4/2009 | Semana até 3/4/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 366,7 | 361,1 | +5,6 |
| Gasolina | 216,5 | 217,4 | -0,9 |
| Derivados | 139,6 | 140,8 | -1,2 |
| Óleo para calefação | 36,3 | 37,0 | -0,7 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 10/4/2009 | Semana até 10/4/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 366,7 | 314,8 | +51,9 |
| Gasolina | 216,5 | 217,8 | -1,3 |
| Derivados | 139,6 | 106,8 | +32,8 |
| Óleo para calefação | 36,3 | 22,7 | +13,6 |
Preço do barril inverte sinal
Após a divulgação do relatório, o preço do petróleo inverteu a trajetória em Nova York, onde apresentou alta durante grande parte da manhã. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 51,19
nesta quarta-feira, baixa de 1,48% em relação ao último fechamento.
Já o contrato com vencimento em maio de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 49,05 por barril, configurando uma baixa de 0,73% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.