Estoques de petróleo dos EUA avançam 2,1% na passagem semanal

No sentido oposto, estoques de gasolina caem 1,6% no período, enquanto refinarias operaram com capacidade de 84,5%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 7,1 milhões de barris, ou 2,1%, no período entre 19 e 23 de março, chegando ao patamar de 353,4 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina recuaram em 3,5 milhões de barris, ou 1,6%, para 223,4 milhões de barris.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 84,5% de sua capacidade operacional total, frente aos  82,2 % observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 23/03/2012   Semana até 16/03/2012   Variação
Óleo Bruto 353,4 346,3 +2,1%
Gasolina 223,4 226,9 -1,6%
Derivados 166,1 167,6 -0,9%
Óleo para calefação 30,2 29,7 +1,5%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 23/03/2012   Semana até 25/03/2011  Variação
Óleo Bruto 353,4 355,7 -0,7%
Gasolina 223,4 217,0 -49,2%
Derivados 166,1 152,4 +9,0%
Óleo para calefação 30,2 35,2 -14,3%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 123,73 no pregão desta quarta-feira, baixa de 1,17% em relação ao último fechamento. Apesar do desempenho negativo no dia, o petróleo acumula alta de 0,66% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 14,64%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 107,93 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em maio de 2012, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 105,16 por barril, configurando uma baixa de 1,66% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.