Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,6% na passagem semanal

No mesmo sentido, estoques de gasolina avançam 0,4% no período; refinarias operaram com capacidade de 87,8%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 1,9 milhão de barris, ou 0,6% no período de 19 a 23 de setembro, chegando ao patamar de 341 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina avançaram em 800 mil barris, ou 0,4%.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 87,8% de sua capacidade operacional total, frente aos 88,3% observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 23/9/2011   Semana até 16/9/2011   Variação
Óleo Bruto 341,0 339,0 +0,6%
Gasolina 214,9 214,1 +0,4%
Derivados 159,1 158,4 +0,5%
Óleo para calefação 40,8 41,6 -1,9%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 23/9/2011   Semana até 24/9/2010  Variação
Óleo Bruto 341,0 357,9 -4,7%
Gasolina 214,9 222,6 -3,5%
Derivados 159,1 147,6 +7,8%
Óleo para calefação 40,8 52,4 -22,1%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 106,10 no pregão desta quarta-feira, baixa de 0,61% em relação ao último fechamento. 

Com o desempenho negativo no dia, o petróleo acumula forte baixa de 7,34% neste mês de setembro. Por sua vez, a variação no ano está positiva em 11,10%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 95,50 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em novembro de 2011, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 82,91 por barril, configurando uma baixa de 0,78% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.