Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,4% na passagem semanal

Número veio abaixo do esperado, com estoques chegando a 343,0 milhões de barris; reserva de gasolina recuou no período

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos EUA avançaram na passagem semanal, atingindo o patamar de 343,0 milhões de barris. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (10) pelo Departamento de Energia do país.

Entre as semanas terminadas 26 de fevereiro e 5 de março, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 1,4 milhão de barris, abaixo da alta de 2 milhões de barris esperada por analistas, conforme levantamento da agência Bloomberg.

No sentido contrário, os estoques de gasolina recuaram em 2,9 milhões de barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 80,7% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na última semana.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 5/3/2010
Semana até 26/2/2010  Variação
Óleo bruto 343,0 341,6  +0,4% 
Gasolina 229,0 231,9 -1,3%
Derivados 149,6 151,8 -1,4%
Óleo para calefação 41,8 42,3  -1,2%  


Variação anual

Em milhões de barris Semana até 5/3/2010

Semana até 5/3/2009

Variação
Óleo bruto 343,0 356,3 -3,7%
Gasolina 229,0 215,8 +6,1%
Derivados 149,6 145,8 +2,6%
Óleo para calefação 41,8 36,5 +14,5%

Petróleo avança
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 79,82 nesta quarta-feira, alta de 0,94% em relação ao último fechamento. 

Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 4,11% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 3,22%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

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O contrato com vencimento em abril de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 82,11 por barril, configurando uma alta de 0,93% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.