Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,2% na passagem semanal

Na contramão, estoques de gasolina caem 0,2% no período, enquanto refinarias operaram com capacidade de 83,9%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 800 mil barris, ou 0,2%, no período entre 24 de fevereiro e 2 de março, chegando ao patamar de 345,7 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina recuaram em 400 mil barris, ou 0,2%, para 229,9 milhões de barris.

Os dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 83,9% de sua capacidade operacional total, frente aos 83,6% observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 02/03/2012   Semana até 24/02/2012   Variação
Óleo Bruto 345,7 344,9 +0,1%
Gasolina 229,5 229,9 -0,2%
Derivados 169,5 168,8 +0,4%
Óleo para calefação 30,6 31,3 -2,2%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 02/03/2012   Semana até 04/03/2011  Variação
Óleo Bruto 345,7 348,9 -0,9%
Gasolina 229,5 229,2 +0,1%
Derivados 169,5 158,2 +7,1%
Óleo para calefação 30,6 37,6 -18,7%

Cotações
O barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, segue cotado a US$ 122,32 no pregão desta quarta-feira, alta de 0,18% em relação ao último fechamento. Apesar do desempenho positivo no dia, o petróleo acumula queda de 0,49% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano está positiva em 13,33%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 107,93 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em abril de 2012, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, segue cotado a US$ 104,51 por barril, configurando uma baixa de 0,31% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Ao lado da China, os EUA são os maiores consumidores mundiais de óleo bruto e, com isso, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.