Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,1%, abaixo do esperado

Reservas de óleo bruto subiram para 362,7 milhões de barris; estoques de gasolina e outros derivados recuam na semana

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos EUA avançaram na passagem semanal, atingindo o patamar de 362,7 milhões de barris, “acima do teto da média para esta época do ano”, conforme dados anunciados nesta quarta-feira (19) pela IEA (International Energy Agency).

Entre as semanas terminadas em 7 e 14 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 200 mil barris, abaixo da alta de 500 mil barris esperada por analistas, conforme levantamento da agência Bloomberg.

No sentido contrário, os estoques de gasolina recuaram em 300 mil barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 87,9% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 88,4%.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 14/05/2010
Semana até 07/05/2010  Variação
Óleo bruto 362,7 362,5  +0,1% 
Gasolina 221,8 222,1 -0,1%
Outros derivados 152,8 153,8 -0,7%

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 14/05/2010

Semana até 14/05/2009

Variação
Óleo bruto 362,7 366,8 -1,1%
Gasolina 221,8 209,9 +5,7%
Outros derivados 152,8 151,1 +1,1%

Petróleo avança
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 73,14 nesta quarta-feira, leve alta de 0,05% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em junho de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 69,53 por barril, configurando uma alta de 0,17% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.