Estoques de petróleo dos EUA aumentaram em 0,5% na última semana

Crescimento representa diferença positiva de 2,0 mi de barris; refinarias operaram com capacidade operacional de 84,4%

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram 0,5%, ou 2,0 milhões de barris, no período de 26 março a 4 de abril, atingindo o patamar de 357,7 milhões de barris. No mesmo período os estoques de gasolina recuaram em 400 mil de barris, ou 0,2%.

Os dados anunciados nesta quarta-feira (6) pelo Departamento de Energia norte-americano mostram ainda que as refinarias do país operaram com 84,4% de sua capacidade operacional total, frente aos 84,1% observados na última semana.

Variação semanal

 Em milhões de barris   Semana até 4/1/2011   Semana até 25/3/2011   Variação
Óleo Bruto 357,7 355,7 +0,5%
Gasolina 216,7 217,0 -0,2%
Derivados 153,5 153,3 +0,1%
Óleo para calefação 34,4 35,2 -2,3%

Variação anual

 Em milhões de barris   Semana até 4/1/2011   Semana até 2/4/2010  Variação
Óleo Bruto

357,7

356,2 +0,4%
Gasolina 216,7 222,4 -2,6%
Derivados 153,5 145,7 +5,4%
Óleo para calefação 34,4 42,3

-18,7%

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, opera a US$ 122,73 no pregão desta quarta-feira, leve alta de 0,42% em relação ao último fechamento.
 
Com o desempenho positivo no dia, o petróleo acumula forte alta de 4,58% neste mês de abril. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 28,51%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 95,50 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em maio de 2011, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, está cotado a US$ 108,89 por barril, configurando uma alta de 0,51% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA só perdem para a China como consumidores mundiais de óleo bruto, a relação entre oferta e demanda apresentada pelo país exige acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.