Estoques de petróleo dos EUA apresentaram avanço de 4,8 milhões de barris

Reservas de destilados registraram queda de 3,9 milhões de barris; estoques de gasolina recuaram 900 mil barris

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SÃO PAULO – O DOE (Departamento de Energia dos EUA) divulgou nesta quarta-feira, dia 15 de março, o seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 10 deste mês.

De acordo com os dados apresentados, os estoques de petróleo apresentaram um expressivo avanço de 4,8 milhões de barris e os estoques de gasolina, um recuo de 900 mil barris. As reservas de destilados apresentaram queda de 3,9 milhões de barris. O nível dos estoques de óleo para aquecimento recuou 2,8 milhões de barris na última semana.

Variação entre as duas últimas semanas

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 339,9 335,1 +1,4%
Gasolina 223,9 224,8 -0,4%
Derivados 127,5 131,4 -2,9%
Óleo para calefação 48,6 51,4 -5,4%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 10/03/2006 Semana 10/03/2005 Diferença
Óleo bruto 339,9 308,0 +10,3%
Gasolina 223,9 222,6 +0,6%
Derivados 127,5 112,9 +12,9%
Óleo para calefação 48,6 41,4 +17,3%

Preços em Londres e Nova York

Com os investidotes avaliando os dados revelados, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 63,42 nesta quarta-feira, baixa de 0,86% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 3,16% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 7,53%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 58,98 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em maio de 2006, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 62,65 por barril, configurando uma baixa de 0,71% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.