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SÃO PAULO – O DOE (Departamento de Energia dos EUA) divulgou nesta quarta-feira, dia 01 de março, o seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada em 24 de fevereiro.
De acordo com os dados apresentados, os estoques de petróleo apresentaram avanço de 1,6 milhão de barris e os estoques de gasolina, de 300 mil barris. Por outro lado, as reservas de destilados apresentaram queda de 1,5 milhão de barris. O nível dos estoques de óleo para aquecimento recuou expressivos 2,1 milhões de barris na última semana.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 328,3 | 326,7 | +0,48% |
| Gasolina | 225,9 | 225,6 | +0,13% |
| Derivados | 134,1 | 135,6 | -1,10% |
| Óleo para calefação | 55,6 | 57,7 | -3,63% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 24/02/2006 | Semana 24/02/2005 | Diferença |
| Óleo bruto | 328,3 | 300,9 | +9,10% |
| Gasolina | 225,9 | 225,6 | +0,13% |
| Derivados | 134,1 | 117,2 | +14,41% |
| Óleo para calefação | 55,6 | 44,0 | +26,36% |
Preços em Londres e Nova York
Com os investidotes avaliando os dados revelados e ainda preocupados com os conflitos geopolíticos vividos por grandes produtores da commodity, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 62,61
nesta quarta-feira, alta de 1,38% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula alta de 1,84% neste mês de março. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 6,15%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$
58,98 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2006, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 61,95 por barril, configurando uma alta de 0,88% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.