Estoques de petróleo crescem nos EUA e surpreendem mercado

No mesmo sentido, reservas de gasolina mostraram acréscimo; refinarias operaram com 86,9% da capacidade operacional

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SÃO PAULO – Contrariando as expectativas dos analistas e os últimos quatro resultados, o nível dos estoques de petróleo registrou um acréscimo na última semana nos Estados Unidos, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (26).

O relatório semanal norte-americano demonstrou um avanço de 1,8 milhão de barris nos estoques da commodity, enquanto o mercado previa um recuo de 2,1 milhões de barris.

Por sua vez, os estoques de gasolina registraram uma elevação de 0,6 milhão de barris, ao passo que os analistas divergiam quanto à possibilidade do combustível apresentar uma queda ou aumento nos estoques na semana analisada.

Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 86,9% de sua capacidade operacional total, número bem abaixo dos 89,6% registrados na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 21/9/2007 Semana até 14/9/2007 Diferença
Óleo bruto 320,6 318,8 +1,8
Gasolina 191,4 190,8 +0,6
Derivados 137,1 135,5 +1,6
Óleo para calefação 44,0 43,3 +0,7

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 21/9/2007 Semana até 21/9/2006 Diferença
Óleo bruto 320,6 332,1 -11,5
Gasolina 191,4 213,1 -21,7
Derivados 137,1 147,8 -10,7
Óleo para calefação 44,0 61,7 -21,7

Preços em Londres e NY

Enquanto o mercado aguardava uma queda no estoques norte-americanos, o petróleo operava em alta nos principais mercados. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, estava em US$ 77,34, alta de 0,83% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em novembro de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, operava a US$ 80,64 por barril, configurando uma alta de 1,40% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.