Estoques de petróleo caem nos EUA, sem grande impacto sobre preço do barril

Clima de cautela garante queda das cotações nesta quarta-feira; reservas de gasolina e derivados sobem entre semanas

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SÃO PAULO – O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (17) que os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram para o nível de 357,7 milhões de barris na semana passada. No entanto, os preços seguem em queda após o anúncio, influenciados pelo clima de cautela no mercado financeiro.

Entre as semanas terminadas em 5 e 12 de junho, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou 3,9 milhões de barris. Especialistas entrevistados pela Bloomberg esperavam queda de aproximadamente 2 milhões de barris.

Por outro lado, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou aumento de 3,4 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,9% de sua capacidade operacional total, tal qual na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 12/6/2009 Semana até 5/6/2009 Variação
Óleo bruto 357,7 361,6 -3,9
Gasolina 205,0 201,6 +3,4
Derivados 150,0 149,7 +0,3
Óleo para calefação 40,6 40,0 +0,6

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 12/6/2009 Semana até 12/6/2008 Variação
Óleo bruto 357,7 299,8 +57,9
Gasolina 205,0 208,3 -3,3
Derivados 150,0 115,8 +34,2
Óleo para calefação 40,6 25,5 +15,1

Preço do barril em queda

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 68,26
nesta quarta-feira, baixa de 1,06% em relação ao último fechamento.

Já o contrato com vencimento em julho de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 69,59 por barril, configurando uma desvalorização de 1,25% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.