Estoques de pertóleo registram nova queda nos EUA e barril opera em alta

Relatório semanal demonstrou recuo de 700 mil barris; refinarias operaram com 88,8% da capacidade operacional total

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SÃO PAULO – Acompanhando as projeções do mercado, o nível dos estoques de petróleo recuou na última semana nos EUA, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (12).

O relatório semanal demonstrou um recuo de 700 mil barris nos estoques da commodity, enquanto os estoques de gasolina apresentaram um acréscimo de 1,6 milhão de barris frente ao registrado na semana terminada em 7 de novembro.

Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 88,8% de sua capacidade operacional total, 0,6 ponto percentual abaixo do mensurado na semana anterior.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 7/12/2007 Semana até 30/11/2007 Diferença
Óleo bruto 304,5 305,2 -0,7
Gasolina 202,2 200,6 +1,6
Derivados 131,5 132,3 -0,8
Óleo para calefação 42,6 43,6 -1,0

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 7/12/2007 Semana até 7/12/2006 Diferença
Óleo bruto 304,5 330,2 -25,7
Gasolina 202,2 205,5 -3,2
Derivados 131,5 141,2 -9,7
Óleo para calefação 42,6 62,2 -19,6

Preços em Londres e NY

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 90,84
nesta quarta-feira, alta de 2,53% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula alta de 2,85% neste mês de dezembro.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 51,05%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em janeiro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 91,54 por barril, configurando uma alta de 1,97% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

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Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.