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SÃO PAULO – Superando o esperado pelo mercado, o nível dos estoques de petróleo nos EUA registrou decréscimo na última semana, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) em relatório divulgado nesta quarta-feira (13).
Entre as semanas terminadas em 1º e 8 de agosto, o nível dos estoques de óleo bruto no país caiu em 40 mil barris. Entretanto, a maior surpresa ficou mais uma vez com os dados referentes às reservas de gasolina.
Os estoques do combustível caíram expressivos 6,4 milhões de barris, ao passo que o resultado previsto pelos analistas era de um recuo bem mais modesto, de 2,15 milhões de barris.
Ainda segundo o relatório divulgado, as refinarias norte-americanas operaram com 85,9% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 87,0% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 8/8/2008 | Semana até 1/8/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 296,5 | 296,9 | -0,4 |
| Gasolina | 202,8 | 209,2 | -6,4 |
| Derivados | 131,6 | 133,3 | -1,7 |
| Óleo para calefação | 34,5 | 33,5 | -1,0 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 8/8/2008 | Semana até 8/8/2007 | Variação |
| Óleo bruto | 296,5 | 333,1 | -36,6 |
| Gasolina | 202,8 | 202,6 | +0,2 |
| Derivados | 131,6 | 131,3 | +0,3 |
| Óleo para calefação | 34,5 | 38,3 | -3,8 |
Barril em alta
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 111,04
nesta quarta-feira, uma alta de 1,01% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte desvalorização de 9,90% neste mês de agosto.
Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 18,27%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em setembro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 113,75 por barril, configurando um acréscimo de 0,40% frente ao fechamento anterior.
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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.