Estoques caem em dezembro nos EUA, dando continuidade à tendência

Nível de estoques nos EUA caiu pelo decimo primeiro mês consecutivo indicando a tendência de queima de sobras de produção

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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio divulgou nesta manhã o nível de vendas e os estoques das empresas norte-americanas, referentes ao mês de dezembro. Os estoques caíram pelo décimo primeiro mês consecutivo, demonstrando a intenção da indústria norte-americana em liquidar sobras de produção, enquanto as vendas mantiveram a estabilidade. Os estoques recuaram 0,4% em dezembro, pouco menos que as expectativas do mercado, que apontavam um recuo de 0,5%.

A relação entre estoques e vendas, por sua vez, ficou estável em 1,39 pelo terceiro mês consecutivo, o que pode ser encarado como bom para a economia, pois a relação está estabilizada em um nível muito baixo, indicando que existe pouca acumulação de estoques. Assim, a retomada do crescimento econômico exigirá aumentar a produção, reduzindo o desemprego.

Estoques caem menos que expectativas

Os estoques das empresas norte-americanas somaram em dezembro US$ 1,135 trilhão, o que representa uma queda de 0,4% em relação ao mês anterior e de 5,9% em relação ao mesmo período de 2000. Em novembro, a queda havia sido de 1,2% e o consenso do mercado para dezembro era uma redução de 0,5%.

Relação entre estoques e vendas fica estável em 1,39

Em dezembro, as vendas do comércio e as entregas do setor manufatureiro atingiram US$ 817,45 bilhões, estáveis em relação a novembro e registrando queda de 3,5% em relação a dezembro de 2000.

Com isso, a relação entre estoques e vendas ficou estável em 1,39, o nível mais baixo desde meados de 2000. Em dezembro de 2000 a relação entre os estoques e as vendas era de 1,42.

Nível de estoques indica desempenho futuro da economia

O nível de estoques e a relação entre estoques e vendas são importantes indicadores para determinar o desempenho futuro da economia. Uma rápida acumulação de estoques geralmente indica que o nível de produção é superior ao de vendas, o que pode levar a uma desaceleração na produção futura, pois as empresas tentarão primeiro queimar seus estoques.

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