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SÃO PAULO – O estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) em poder do público registrou elevação de 2,54% em maio, na comparação com o mês anterior, sendo esta alta reflexo da apropriação de juros no período e também da emissão líquida de R$ 3,2 bilhões em títulos públicos.
Dessa maneira, os dados da Nota do Mercado Aberto, divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central, mostram que o estoque da DPMFi em poder do público atingiu R$ 660,76 bilhões em maio. Em relação a janeiro, quando este atingiu R$ 636,86 bilhões, houve uma expressiva elevação de 3,75%, de acordo com os números do BC, evidenciando a melhora da percepção do mercado em relação à economia brasileira.
Exposição cambial continua em trajetória de recuo
Conforme dados da Nota do Mercado Aberto, o estoque de títulos atrelados à variação cambial, excetuando-se as operações de swap, continuou em trajetória de recuo durante o mês de maio, reduzindo-se em R$ 1,87 bilhão na comparação com o mês de abril. Dessa maneira, a participação dos títulos cambiais sobre o total da dívida recuou de 15,09% em abril para 14,43% em maio.
Vale salientar que o estoque da dívida cambial, desconsiderando-se operações de swap, registra trajetória descendente desde setembro de 2002, quando a participação dos cambiais sobre o total da dívida era de 29,04%. Por outro lado, considerando-se as operações de swap, a participação dos títulos cambiais sobre a dívida total permaneceu praticamente estável, passando de 30,36% em abril para 30,66% em maio.
Os títulos com rentabilidade atrelada à Selic, por sua vez, também apresentaram menor participação sobre o total da dívida pública. Neste sentido, enquanto em abril a participação destes títulos era de 67,68%, em maio tal participação caiu para 67,20%. É interessante ressaltar que a leve queda apresentada em maio interrompe uma trajetória de alta nas participações que vinha sendo apresentada desde setembro de 2002, quando a participação dos títulos atrelados à Selic sobre a dívida total era de 52,90%.
Prazo médio das emissões registra nova expansão
A melhor percepção do mercado em relação à economia brasileira também é confirmada pelo alongamento do prazo médio total das emissões realizadas pelo Tesouro Nacional durante o mês de maio. Neste sentido, o prazo médio das emissões passou de 18,57 meses em abril para 22,63 meses em maio, consolidando uma trajetória de expansão verificada desde janeiro deste ano, quando o prazo médio era de 11,92 meses.
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A elevação dos prazos médios ocorreu em todos os tipos de títulos ofertados pelo Tesouro no período. Dessa maneira, o prazo médio das LTN (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados atrelados à Selic, passou de 8,70 meses em abril para 9,21 meses em maio. Da mesma forma, o prazo médio das LFT (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados atrelados à Selic, passou de 19,57 meses em abril para 24,13 meses em maio.
O destaque, entretanto, ficou com as NTN-B e NTN-C (Notas do Tesouro Nacinal – séries B e C, respectivamente), títulos pós-fixados atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), cujo prazo médio em maio foi de 115,53 meses, bem superior ao prazo médio de 91,47 meses apresentado pelo título em abril.