Estônia na Zona do Euro é decisão política, não econômica, dizem analistas

Danske Bank aponta manutenção de desequilíbrios estruturais e dificuldades para controle local da inflação

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SÃO PAULO – Os ministros de Finanças da Zona do Euro confirmaram nesta terça-feira (8) a integração da Estônia ao bloco que adota a moeda única europeia, a partir de 1 de janeiro de 2011. Analistas do Danske Bank, no entanto, afirmam que a decisão é “primeiramente uma decisão política”.

De acordo com Violeta Klyviene e Lars Chistensen, economistas da instituição financeira, a mudança “não resolverá os problemas estruturais” da Estônia.

Inflação
A aprovação dos ministros europeus ocorreu a despeito das advertências do BCE (Banco Central Europeu) sobre os riscos de descontrole da inflação, tão logo o crescimento econômico volte com maior força ao país.

Na visão do Danske, os investidores são cada vez mais forçados a avaliar os países de modo individual, em vez de regionalmente, em função dos riscos trazidos pela crise de crédito.

Após os problemas enfrentados pela Grécia, cuja solvência foi garantida por pacote de ajuda dos outros membros da Zona do Euro, os membros mais frágeis da região passaram a sofrer com a desconfiança por parte do mercado. Na lista, estão países como Espanha, Portugal, Itália e Hungria.