Estímulo na China leva ao avanço do Ibovespa pelo 2º pregão seguido

O bom humor externo espelha o corte no depósito compulsório bancário e de outras taxas no gigante asiático

Estadão Conteúdo

(Shutterstock)

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O otimismo dos mercados internacionais estimula alta do Ibovespa nesta quarta-feira, 24, que tenta dar sequência a um segundo pregão seguido de valorização. Na terça-feira, subiu 1,31%, fechando aos 128.262,52 pontos.

O bom humor externo espelha o corte no depósito compulsório bancário e de outras taxas na China. A medida deve injetar cerca de 1 trilhão de yuans, o que equivalente a US$ 141 bilhões, na economia, que tem mostrado alguns solavancos.

“Como tem sinais de uma China melhor, o Brasil se beneficia”, afirma Rodrigo Ashikawa, economista da Principal Claritas, ponderando que a reação positiva dos ativos ainda não pode ser vista como tendência.

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“As medidas ajudam no dia a dia, reflete no minério e nos mercados emergentes. O principal responsável é o fator China, mas ainda é preciso esperar, tem muita coisa para acontecer”, completa Ashikawa, no sentido de ver se de fato a economia chinesa reagirá, bem como os ativos seguirão avançando.

Como destaca a Guide Investimentos em nota, o estímulo chinês gerou um efeito cascata, elevando o valor de ativos variados, desde bolsas de valores até moedas de países emergentes e metais.

Na esteira do anúncio, a bolsa de Hong Kong encerrou a sessão desta quarta-feira com ganhos de 3,56%. O minério de ferro fechou em alta de 1,77%, em Dalian. As ações da Vale responde em alta de cerca de 2,00%, assim como as da Petrobras, só que em menor magnitude – em torno de 0,50%, perto das 11 horas. O petróleo, por sua vez, avançava cerca de 0,60%.

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As bolsas europeias avançam ainda em meio a dados de atividade e os índices futuros de ações norte-americanos também sobem por balanços, como o da Netflix, cujas ações da empresa americana dispararam em meio ao crescimento na base de assinantes.

A agenda é esvaziada no Brasil e traz, nos Estados Unidos, a divulgação das prévias dos índices de gerentes de compras (PMIs), além dos balanços da Tesla, IBM e AT&T, após o fechamento dos mercados.

Na Europa, cita a Guide, o mercado também foca a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), amanhã, enquanto no Brasil, nas projeções do IPCA-15, na sexta-feira. Nos EUA, a expectativa é pela divulgação da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do país na quinta-feira e do índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), na sexta-feira.

“A China é o foco e agora o mercado ficará de olho nos sinais da política monetária dos Estados Unidos, ver se haverá algum sinal a partir dos indicadores que sairão”, diz Ashikawa, da Claritas.

No Brasil, as atenções continuam nas questões fiscais. Em meio a críticas após o anúncio do novo plano industrial do governo, hoje, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o novo programa da indústria nada tem a ver com a questão fiscal.

Às 11h09, o Ibovespa subia 0,92%, aos 129.445,69 pontos, na máxima, ante mínima aos 128.275,09 pontos, quando avançou 0,01%.

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