Estimativas do Copom para alta nos preços do combustíveis cai em junho

Refletindo a queda de 6,5% no preço da gasolina na refinaria, estimativa de reajuste fica em 5,3%, frente aos 6% anteriores

Publicidade

SÃO PAULO – Como produto dos esforços empreendidos por parte do governo no sentido de reduzir os preços dos combustíveis, sobretudo da gasolina para o consumidor, teve como principal medida o corte de 6,5% no preço desta nas refinarias desde 30 de abril, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou uma menor previsão de reajustes para os preços de combustíveis e elétricas até o fim de 2003.

Gasolina deve subir 5,3% em 2003

Na ata da reunião de junho, divulgada nesta quinta-feira, o Copom prevê um reajuste de 5,3% para a gasolina durante todo o ano de 2003. Na nota anterior divulgada, a expansão esperada era da ordem de 6%.

Este fato se deve ao preço na bomba, refletindo a queda na refinaria, ter recuado 3,38% no período em analisado pela ata.

Contudo, para que a previsão seja atingida, terão ainda de ocorrer novas quedas no preço da gasolina, já que segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), esta acumula até neste ano até maio alta de 5,59%.

Preços do álcool também caem

Para o álcool combustível, o Copom analisou dados que mostram que o preço deste retraiu 3,88%, contudo, no acumulado de do ano até maio, a alta é de 14,69%.

Por sua vez, as projeções de aumento para as tarifas de energia elétrica no ano, já incluindo os reajustes até o momento concedidos, são de 23%.
Descolamento com preços externos

Continua depois da publicidade

Um dos fatores pelo qual o Copom revisou para baixo suas estimativas de elevação nos preços dos combustíveis reside no descolamento entre os preços locais e os do mercado internacional. Estes são maiores no país do que no exterior, nos percentuais que seguem, utilizando-se a cotação do dólar de 15 de junho: gasolina (8,5%), GLP (8,5%) e diesel (24%).

Preços administrados devem subir 14,1%

Dentro deste contexto, a projeção para o aumento durante o ano de 2003 do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados caiu 0,8 ponto percentual frente a maio, atingindo, assim, 14,1%.

Deste total, o Copom destaca a queda do dólar e a conseqüente diminuição das projeções de reajustes da tarifa de energia elétrica e de telefonia fixa, além do menor preço do preço dos produtos derivados do petróleo.