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SÃO PAULO – As ações da OGX (OGXP3) têm ganhado destaque nas últimas sessões, diante das fortes quedas, que levam os ativos a acumular perdas de 55,21% no ano. Além dos atrasos sucessivos nos lançamentos da produção, a notícia de que a companhia terá produção menor do que se estimava no campo de Tubarão Azul acentuou a desconfiança do investidor sobre os ativos.
No entanto, apesar do “grave erro de calculos”, a analista Anisa Redman, do HSBC, afirma que a empresa está sendo devidamente penalizada. No entanto, que não está precificado é o progresso das operações desde 2008, o que justifica a classificação overweight (acima da média do mercado) para os ativos OGXP3, com preço-alvo de R$ 16,00 – o que representa um potencial de valorização de 161,44% frente ao fechamento desta terça-feira (3).
Segundo a analista, quando as ações da OGX foram negociadas pela última vez aos níveis atuais – em março de 2009 e setembro de 2008 – ela era uma empresa muito diferente da atual. “A OGX adicionou 3,9 bilhões de boe (barris de óleo) a seus recursos contingentes e fez 72 descobertas (ante zero nos dois casos em setembro de 2008)”, explica.
Desta forma, apesar do cenário de curto prazo ainda estar sujeito à percepção vulnerável do investidor, “vemos potencial de alta no médio prazo”, completa a analista em relatório.
Setor apresenta risco inerente
Na visão de Anisa Redman, o setor de petróleo e gás apresenta risco inerente. As empresas cometem erros em suas estimativas, com atrasos em projetos, custos acima do previsto e revisões nas previsões de volume não são incomuns no mercado global de petróleo e gás.
Contudo, para ela, o histórico da OGX até agora não é tão ruim. A companhia teve desempenho fortemente superior à média das empresas de E&P (Exploração e Produção) até agora, com taxa de sucesso de 90% na bacia de Campos. Em complemento, a analista lembra que a petrolífera vinha superando de forma consistente suas próprias metas, tendo concluído atividades de sísmica e perfuração exploratória antes do prazo.