Estilo de vida: mercado de luxo já representa 3% do PIB brasileiro

São Paulo representa 75% desse mercado, cujo consumidor freqüente tem renda mensal de aproximadamente R$ 25 mil

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SÃO PAULO – O mercado brasileiro de luxo, apesar de pouco acessível, em razão das desigualdades sociais e da concentração de renda, já responde por 3% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional e cresce a cada ano.

Para se ter uma idéia do perfil desse mercado, um consumidor freqüente dos produtos de luxo tem uma renda mensal de aproximadamente R$ 25 mil. Regionalmente também ocorrem desigualdades: São Paulo representa 75% do mercado de luxo brasileiro.

A fim de discutir o consumo de luxo, empresários e especialistas no tema se reuniram na última quarta-feira (17). Para Paulo Borges, organizador da São Paulo Fashion Week, um dos símbolos desse mercado, o luxo precisa ser desmistificado. Em sua opinião, trata-se de uma questão emocional, na qual não é possível fazer limitações de produtos ou segmentos.

Grifes nacionais ainda “engatinham” no exterior

Para Borges, o Brasil ainda não tem como competir, no exterior, com as grandes grifes, por falta de investimento das empresas. Muitas marcas já estão exportando; no entanto, estabelecer uma cultura de mercado é um longo trabalho.

Para os empresários do setor, o Brasil, apesar de ter um enorme potencial de crescimento para esse segmento de consumo, não oferece condições positivas para o empreendedor: os impostos trabalhistas e os que incidem sobre cada produto são muito altos, além do câmbio, instável e desfavorável para o setor.

Produto pirata é o pior concorrente do setor

Além dos problemas de ordem econômica que impedem o avanço do segmento, a pirataria é uma das maiores dores de cabeça das grifes de luxo. Embora os consumidores sejam diferentes, o produto falsificado arranha a imagem da marca, o que implica em prejuízo ao mercado.

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Com informações do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo.