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SÃO PAULO – Em um pregão conturbado, operando com oscilações entre o campo negativo e positivo, o dólar comercial encerrou as negociações desta sexta-feira (23) estável a R$ 1,764, fechando assim a semana em leve alta de 0,11%.
O dia foi de volatilidade não somente no mercado cambial, mas também nas principais bolsas do mundo. Na Europa, Grécia e indicadores econômicos ocuparam o destaque, ao passo que em Wall Street, investidores atentaram para resultados corporativos e números divergentes trazidos pela agenda.
Por aqui, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial. A operação ocorreu entre as 12h15 e as 12h25 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7633.
Na Europa
O começo do dia trazia destaques vindos do noticiário europeu, notadamente em relação à Grécia. O primeiro-ministro grego, George Papandreou, admitiu que pedirá ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e à União Europeia que ativem o plano de ajuda formulado. Mas a chanceler alemã, Angela Merkel, voltou a exigir condições para que os detalhes do resgate sejam estabelecidos.
No plano da agenda, o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido decepcionou o mercado ao crescer 0,2% no primeiro trimestre de 2010. Em contrapartida, as encomendas à indústria da Zona do Euro subiram 1,5% em fevereiro, em relação a janeiro e a confiança do consumidor da França subiu 1,2% em março na comparação mensal.
Em Wall Street
Nos EUA, a agenda também trouxe números divergentes. De um lado, o volume de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio abaixo do esperado pelo mercado durante o mês de março. De outro, o número de casas novas vendidas surpreendeu positivamente, reportando um total de 411 mil imóveis vendidos no mesmo período.
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Paralelamente, no plano corporativo, os papéis da American Express, Xerox e Johnson Controls são destaque de alta em Wall Stret depois das empresas terem divulgado resultados acima do esperado. O inverso ocorre com as ações da Microsoft e Amazon, que caem no reflexo de desempenhos contábeis mal recebidos pelo mercado.
Inflação
No Brasil, a tímida agenda econômica do dia contou apenas com a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) da terceira semana de abril. No período, o índice marcou inflação de 0,76%, taxa 0,04 ponto percentual abaixo da observada na medição anterior.
Dólar estável
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7620 na compra e R$ 1,7640 na venda, estável em relação ao fechamento anterior. Com isso, a moeda desvalorização de 0,95% em abril, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,31%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1.764, baixa de 0,20% em relação ao fechamento de R$ 1.767 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,22%, atingindo R$ 1.775 frente à R$ 1.779 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7625000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,12% para junho de 2010, 0,02 ponto abaixo do que foi visto no último fechamento.