Bloco Cripto

“Estamos perdendo oportunidades de receber dinheiro”, diz fundadora da Blockchain Academy

Programa Bloco Cripto desta terça-feira recebeu Rosine Kadamani, fundadora da Blockchain Academy

SÃO PAULO – Em um ano importante sobre marcos regulatórios e definições sobre o uso e futuro das criptomoedas, mas como anda o cenário brasileiros sobre uso e regulamentação dos ativos digitais?

Para falar sobre como anda o ecossistema brasileiro, além das iniciativas educacionais para estimular e ensinar os investidores, o Bloco Cripto desta terça-feira (4) recebeu Rosine Kadamani, fundadora da Blockchain Academy.

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Segundo ela, entre as iniciativas de empresas, o mercado financeiro é o que mais se mostra adiantado no mundo dos criptoativos, destacando que já existem alguns projetos mais avançados, como o caso do uso do ripple. “No mercado corporativo em geral, eu percebo muito interesse, mas não capacidade financeira de bancar projetos que sejam promissores à médio e longo prazo”, diz.

Sobre as inovações, Kadamani diz que no Brasil se vê muitos projetos similares aos que estão sendo feitos no exterior, mas não necessariamente uma cópia. “De concreto a gente começa a falar de esforços de criação de mercados descentralizados em várias frentes”, avalia.

Já do lado regulatório, a especialista destaca que, no Brasil, tanto o Banco Central quando a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) têm técnicos muito competentes e com grande conhecimento, mas que o lado político acaba não ajudando com uma agenda positiva para as criptos. 

Kadamani explica que, diante da falta de posicionamento, é criado um ambiente de insegurança jurídica, o que acaba afastando empresários e empreendedores que querem usar a tecnologia do blockchain ou imergir no mercado de criptomoedas. “Isso torna a gente muito menos competitivo e que a gente está perdendo oportunidades de receber dinheiro”, afirma ela sobre o surgimento de novos projetos.

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