Esta é realmente Super 4ª para Brasil, com tarifa ofuscando Fed e Copom, diz analista

O que predomina no mercado é o decreto do presidente do Estados Unidos, Donald Trump, excluindo vários setores da tarifa de importação de 50% a produtos brasileiros

Lara Rizério

Ativos mencionados na matéria

Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

Publicidade

Essa realmente foi uma Super quarta para o mercado, aponta Cleber Rentróia, head de renda variável da Blue3 Investimentos.

Mais do que a decisão do Federal Reserve, que manteve os juros, e a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) que será conhecida a partir das 18h30 (horário de Brasília), o que predomina no mercado é o decreto do presidente do Estados Unidos, Donald Trump, excluindo vários setores da tarifa de importação de 50% a produtos brasileiros.

“Trump já assinou o aumento das tarifas sobre os produtos brasileiros, só que ele excluiu uma série de produtos que são muito importantes”, aponta Rentróia, que destaca que uma das exceções ficou com os produtos da Embraer (EMBR3), levando a ação a saltar 10%, após dias de tensão em função de uma possibilidade de tarifa.

“Os EUA são um dos principais mercados da Embraer, então a gente ficou livre da tarifa em aeronaves, além de outros como suco de laranja”, sendo este o grande determinante para o desempenho do mercado hoje.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.