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Comentário diário

Esqueceu do Fed? Ibovespa sobe antes de principal evento do mês; Petrobras vira para queda

Mercado mostra otimismo ante a possibilidade de um grande pacote de estímulos na segunda maior economia da Ásia

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira (27) com os mercados globais olhando principalmente para o comunicado da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) hoje à tarde. As apostas de aumento de juros do mercado estão em 10% para essa reunião e 49% para a de dezembro. Os investidores se animam no mundo todo com as declarações do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de que um plano de estímulo econômico de mais de US$ 265 bilhões deve ser compilado na próxima semana. O banco central do Japão se reúne na sexta-feira (29). 

Às 11h35 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,58%, a 57.112 pontos.

De acordo com o economista-chefe da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, se o Fomc produzir alguma surpresa hoje, o mercado reagirá. Do contrário, se ele mantiver os juros e apenas deixar a janela aberta para altas nas taxas esse ano, o impacto na Bolsa será limitado. Para ele, uma grande parte da alta do Ibovespa nesta quarta tem a ver com a alta do minério de ferro e, consequentemente, com a disparada da Vale, mas o desempenho positivo de bancos pode ser puxado por expectativas de um comunicado mais “dovish” (moderado, no sentido de cortar juros) do Federal Reserve à tarde. 

Já o dólar comercial registra leves ganhos de 0,25% a R$ 3,2785 na venda, enquanto o dólar futuro para agosto tem alta de 0,17% a R$ 3,286. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 opera estável a 12,87%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 3 pontos-base a 12,05%. 

Entre as commodities, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao subiu 0,94% a US$ 58,63 a tonelada seca. Já o petróleo cai 2,36% após alta inesperada nos estoques de petróleo, que subiram em 1,67 milhão de barri. A expectativas mediana dos economistas era de queda de 2 milhões de barris. 

Cenário externo
Enquanto os mercados mundiais ficam de olho na tão esperada reunião do Fomc – com baixa probabilidade de alta de juros, mas com os olhos voltados para o comunicado – o Japão rouba a cena mais uma vez. No país, declarações do primeiro-ministro Shinzo Abe de que um plano de estímulo econômico de mais de 28 trilhões de ienes (US$ 265 bilhões) deve ser compilado na próxima semana derrubam o iene e aguçam expectativas para reunião do BOJ na sexta-feira; o índice Nikkei fechou com ganhos de 1,7%. Já na China, o índice Xangai Composto caiu forte com notícias sobre possíveis restrições aos produtos de gestão de fortunas, que se somam aos receios de que esforços regulatórios para reduzir riscos no sistema financeiro limitarão fluxos para o mercado de ações.

Já as bolsas europeias registram ganhos, com os mercados também repercutindo o PIB do Reino Unido, que surpreendeu positivamente, sugerindo que os britânicos ficaram indiferentes antes do plebiscito que definiu a saída do país da União Europeia (o chamado Brexit), há cerca de um mês. Dados do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) mostram que a atividade subiu 0,6% entre abril e junho ante o trimestre imediatamente anterior e teve expansão de 2,2% na comparação anual. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam alta de 0,4% no segundo trimestre ante os três meses anteriores e ganho anual de 2%.

FOMC
O Federal Open Market Committee divulga a sua decisão de juros na quarta às 15h. O mercado espera que a banda dos juros nos EUA seja mantida entre 0,25% e 0,50%. De acordo com o head da Valor gestora de recursos, William Castro Alves, uma grande mudança de sinalização no comunicado, tomando uma direção mais “hawkish” (agressiva, no sentido de combater a inflação com apertos monetários) pode ser o estopim para um retorno da volatilidade aos mercados após a “inércia” dos últimos pregões. Por essas e outras, esse Fomc é o evento mais importante da semana no cenário macroeconômico externo e deve ser acompanhado de perto pelos investidores. 

Ações em destaque
Dentro do setor mais pesado no Ibovespa, o financeiro, bancos grandes sobem. Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,78, +1,08%), Bradesco (BBDC3, R$ 29,58, +0,61%; BBDC4, R$ 28,93, +0,87%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,68, +1,12%) avançam. Juntas, as quatro ações respondem por pouco mais de 20% da participação na carteira teórica do nosso benchmark.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 GGBR4 GERDAU PN7,91+4,08
 USIM5 USIMINAS PNA3,15+3,62
 GOAU4 GERDAU MET PN2,73+2,63
 LREN3 LOJAS RENNERON26,72+2,53
 CSNA3 SID NACIONALON11,48+2,41

 

 

Já a Vale (VALE3, R$ 18,79, +2,01%; VALE5, R$ 14,91, +2,19%) também sobe, beneficiada pela alta do minério de ferro. A commodity spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao teve alta de 0,94% a US$ 58,63.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 QUAL3QUALICORP ON21,53-1,69
 SUZB5SUZANO PAPELPNA10,38-1,24
 PETR4PETROBRAS PN11,77-0,93
 PCAR4P.ACUCAR-CBDPN54,19-0,75
 BRKM5BRASKEM PNA19,03-0,68

 

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 13,66, -0,58%; PETR4, R$ 11,77, -0,93%), viram para queda, mesmo movimento visto pelo petróleo após a divulgação dos estoques. O barril do WTI (West Texas Intermediate) cai 1,93% a US$ 42,09, ao mesmo tempo em que o barril do Brent tinha perdas de 2,41% a US$ 43,79. 

Caged
Entre os indicadores, hoje às 16h saem os dados de saldo de empregos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A expectativa é de fechamento líquido de 62,9 mil postos de trabalho em junho. 

Defesa de Dilma adiada
O presidente da Comissão Especial do Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), prorrogou por 24 horas o prazo para que a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, entregue os documentos com as alegações finais do processo. Com isso, o prazo que vencia hoje (27) foi estendido até quinta-feira (28).

Lira atendeu parcialmente a um pedido dos advogados de Dilma, que queriam prorrogar por dois dias o prazo para entrega da documentação. Por causa da suspensão dos serviços da página do Senado na internet, onde fica hospedada toda a documentação do processo, a defesa de Dilma argumentou que a presidenta afastada teve o amplo direito de defesa prejudicado por ter ficado sem acesso aos autos do processo.

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Assista ao InfoMoney na Bolsa desta quarta-feira: