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SÃO PAULO – Atenta à demanda por microcomputadores, impressoras e produtos eletrônicos, a HP afirmou na última terça-feira (19) que pretende demitir mais 2% do total da sua força de trabalho, o equivalente a 6,4 mil funcionários.
Segundo comunicado divulgado no começo da noite, os cortes também são decorrentes dos ajustes na divisão de TI, após a aquisição da EDS. Com a compra, a HP se tornou a segunda maior no segmento, ficando atrás apenas da IBM.
A fabricante norte-americana afirmou que as demissões atingirão boa parte das linhas de produtos e serão efetuadas nos próximos 12 meses. O mercado repercutiu de forma negativa a decisão da companhia, derrubando as ações em 5% em Wall Street.
Horizonte desfavorável
As previsões da HP pioraram significativamente, e a empresa espera agora uma redução de 4% a 5% nas receitas obtidas em 2009 – antes, a companhia esperava queda entre 2% e 5% no ano vigente.
Recentemente, o Chief Executive Officer, Mark Hurd, disse em entrevista à Reuters que já existem alguns pontos de melhora, mas que a demanda por produtos ainda é motivo de preocupação na HP: “nós esperamos um pouco mais do mesmo”, sugeriu o CEO.