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SÃO PAULO – Com expectativas de que receitas estagnadas em 2010 e 2011 pressionem as margens da Telesp (TLPP4), os analistas do Barclays reduziram o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da empresa de US$ 20,00 para US$ 18,00.
De acordo com Michel Morin e Daniel Spilberg, que assinam relatório da instituição, as expectativas para as receitas da companhia fizeram com que as projeções de lucro por ADR também fossem cortadas em 10% para 2011, e em 22% para 2011. As reduções, segundo os analistas, foram minimizadas pela perspectiva de menores despesas financeiras.
1º trimestre: margem Ebitda decepciona
Os analistas do Barclays se mostraram decepcionados com a margem Ebitda (relação percentual entre a geração operacional de caixa e a receita líquida) da Telesp no primeiro trimestre de 2010, que ficou em 32,8%, “uma nova mínima”. “A administração culpou as pesadas chuvas em São Paulo, que elevaram custos com pessoal e terceiros”, explicam.
A margem abaixo das projeções do banco, aliada a fatores estruturais, motivou um corte nas expectativas de Ebitda para 2010 e 2011 – em 7% e em 10%, respectivamente. Com isso, a cifra esperada para a geração operacional de caixa para este ano é de R$ 5,4 bilhões.
“Mantemos nosso rating underweight (desempenho abaixo da média do mercado)”, afirmaram Morin e Spilberg. Vale lembrar que a visão do banco para o setor também é negativa.
Aquisição da Vivo
Os analistas avaliaram ainda a oferta da controladora da Telesp por 50% de participação na Vivo (VIVO4) – já rejeitada. “Se a oferta fosse aceita, os ganhos por ação seriam diluídos de 25% a 35%, dependendo das condições”, afirma o Barclays.
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“Esse risco de diluição teria impacto direto nos dividendos da Telesp, que já têm payout máximo, de 100%”, dizem Morin e Spilberg. “Não incluímos uma potencial de diluição para a Telesp caso a empresa decida adquirir o restante das ações negociadas da Vivo, que não estão diretamente incluídas na oferta da controladora”, concluem os analistas.