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SÃO PAULO – Apesar da volatilidade que tem sido vista nos mercados desde o início do ano, a HSBC Global Asset Management acredita que a trajetória positiva segue inalterada. “Não efetuamos revisões relevantes nas nossas premissas para o cenário econômico neste ano”, aponta a gestora de recursos do HSBC.
Não que as preocupações dos investidores sejam infundadas – a questão grega, de acordo com os gestores, é de fato preocupante, e não deve ser resolvida no curto prazo. As tensões acerca das estratégias de saída também não devem se dissipar tão cedo, o que implica que a volatilidade deve continuar rondando os mercados.
Entretanto, os dados divulgados até o momento no cenário externo reforçam as projeções da gestora de que o crescimento global deverá ser saudável (4% em 2010) – apesar de não ser um processo homogêneo, com a Europa ficando para trás enquanto os países emergentes asiáticos disparam na frente.
Os juros, por sua vez, devem seguir baixos – em especial devido a situação ainda ruim do emprego nos EUA, em meio a um cenário inflacionário benigno. Os demais países desenvolvidos devem seguir o exemplo da maior economia do mundo, e sustentar as taxas de juro em patamares reduzidos por um bom período de tempo.
Brasil
O Brasil segue se beneficiando desse panorama externo, que favorece o fluxo de comercio internacional e nível de aversão a risco e liquidez. “A economia continua em processo de recuperação acelerada, com o consumo refletindo as condições benignas nos mercados de trabalho e crédito num momento de política econômica fortemente expansionista”, afirma a gestora.
Considerando o cenário, os gestores afirmam que o aumento da Selic deve vir só em abril, caminhando para a taxa em 12,25% ao ano no final do ciclo. Entretanto, eles admitem que a chance de que o ajuste comece em março aumentou “consideravelmente” com a divulgação de números fortes da demanda interna e alta nas expectativas de inflação.
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Bolsa e multimercados
De acordo com a gestora do HSBC, o cenário continua positivo para a bolsa no início de 2010, apesar da volatilidade esperada. “Acreditamos que a recuperação da economia global, com participação fundamental dos países emergentes, dará suporte para a alta da Bolsa, que também se beneficiará da dinâmica positiva do consumo interno e do crescimento de lucros esperado para as empresas locais”.
Outra aposta dos gestores são os fundos multimercados. Segundo eles, essa categoria continua sendo uma alternativa interessante de investimento, “já que possui dinamismo e liberdade para se aproveitar das oportunidades nos diversos mercados para superar o CDI no médio prazo”. Além disso, os fundos de crédito privado, debêntures e CDBs selecionados ainda podem trazer retornos interessantes ao investidor.
Por outro lado, a exposição a fundos cambiais não é recomendada pela gestora. “Diante do fluxo de investidores estrangeiros, dos juros locais atraentes e da trajetória consistente de recuperação da economia doméstica, a possibilidade de o real voltar a se valorizar nos próximos meses é alta, apesar dos riscos relacionados a medidas governamentais para controlar tal movimento”.
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Confira a sugestão de alocação para cada perfil de investidor:
| Perfil | Ações | Multimercados | Renda Fixa | DI | Cambial | Inflação | Crédito Privado |
| Defensivo | 0% | 0% | 0% | 100% | 0% | 0% | 0% |
| Conservador | 4% | 6% | 0% |
60% |
0% | 0% | 30% |
| Moderado | 11% | 18% | 0% | 41% | 0% | 0% | 30% |
| Agressivo | 25% | 42% | 0% | 18% | 0% | 0% | 15% |