Espera por decisão do Fed dita clima de aversão ao risco e queda às bolsas

Cautela sobrepõe-se a indicador dos EUA e noticiário europeu favoráveis; dólar e risco-País sobem, preço do petróleo recua

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SÃO PAULO – Dias de decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) são geralmente rodeados de cautela e apreensão, e esta terça-feira (21) não foge à regra. Neste clima de espera, as bolsas operam em leve queda nesta tarde, mesmo com indicador norte-americano favorável e boas notícias vindas da Europa.

A Espanha e a Irlanda realizaram leilões de emissão de títulos públicos que contaram com boa demanda, nos respectivos valores totais de € 1,5 bilhão e € 7 bilhões. Do outro lado do Atlântico, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 598 mil casas no resultado anualizado de agosto, acima do esperado.

Mas as referências positivas são ofuscadas pelo clima de cautela que antecede a deliberação do Fomc sobre a taxa básica de juro norte-americana. Nova manutenção é quase dada como certa, mas grande expectativa recai sobre a possibilidade de que novos estímulos à economia sejam revelados. O anúncio da decisão e seu comunicado saem às 15h15 do horário de Brasília.

No plano doméstico, a agenda vem repleta de dados de peso. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 1,03% na segunda prévia do mês, 0,48 ponto percentual acima da medição anterior, enquanto que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) registrou alta nos preços de 0,31% em setembro. Além disso, a Nota do Setor Externo do Banco Central mostrou queda no superávit global do balanço de pagamentos, ficando em US$ 4,38 bilhões em agosto.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 0,89% nesta tarde e atinge 67.585 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,497 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Sabesp (SBSP3), que registram desvalorização de 2,73% e são cotadas a R$ 34,89. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 1,99%. Em relatório recente, o JP Morgan incluiu estas ações em sua lista de papéis a se evitar na bolsa brasileira.

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 As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 SBSP3 Sabesp ON 34,89 -2,73 +1,99 4,45M
 PETR3 Petrobras ON 30,03 -2,50 -26,50 63,42M
 AMBV4 AmBev PN 202,05 -2,34 +16,95 29,78M
 PETR4 Petrobras PN 26,53 -2,10 -26,09 402,00M
 BRKM5 Braskem PNA 15,40 -2,10 +9,38 4,65M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR Rodovias ON 41,85 +1,95 +9,91 14,78M
 LIGT3 Light ON 23,59 +1,29 -1,46 16,09M
 EMBR3 Embraer ON 12,26 +0,91 +30,50 10,03M
 ALLL11 ALL UNT N2 17,29 +0,88 +6,14 17,74M
 TCSL3 TIM Part ON 7,55 +0,67 +5,59 1,63M

* – Lote de mil ações 
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Treasuries e petróleo
O sentimento de cautela que toma conta dos investidores eleva a procura por títulos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, que com isso, têm alta em seu preço. A aversão ao risco também afeta o risco-país, que sobe 6 pontos, a 205 pontos.

No mercado de commodities, a tendência é de leve queda no rumo das cotações. O preço do barril de petróleo é negociado em Nova York a US$ 79,01 cada, um recuo de 0,39%. Por sua vez, a onça de ouro e o cobre mostram decréscimos de 0,40% e 0,41%, respectivamente, na praça de Londres.

Câmbio e renda fixa
Por aqui, o dólar comercial segue leve trajetória de alta desde a abertura da sessão, em linha com a tendência apresentada pela moeda lá fora. Nesta tarde, a divisa opera com valorização de 0,06%, cotada a R$ 1,729.

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Por sua vez, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem trajetória definida na BM&F Bovespa, entre o clima instável no plano externo e os novos indícios de aceleração dos preços no front doméstico.