Especulações surgem no mercado, é possível ver Agnelli no comando da MMX?

Fabio Spina, sócio de Agnelli na B&A afasta a possibilidade, mas deseja sorte ao grupo EBX com novo parceiro

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SÃO PAULO – A parceria entre o grupo EBX e o BTG Pactual (BBTG11) joga a luz em especial sobre uma das empresas de Eike Batista: a MMX Mineração (MMXM3), que poderia contar com a presença ilustre de Roger Agnelli nos bastidores, o presidente que transformou a Vale (VALE3; VALE5) de uma companhia recém-privatizada em uma das maiores mineradoras do mundo. 

Isso pelo fato de que o BTG é parceiro do executivo na B&A Mineração – o que alimentou algumas especulações de que Agnelli poderia entrar no comando da companhia, após uma fusão entre as mineradoras. Fabio Spina, sócio de Agnelli na B&A e na AGN Participações, tratou de destacar que não há nenhuma conversa até agora sobre o assunto – e que acredita que o Agnelli já não está mais no nível de comandar o dia a dia de uma empresa na posição de CEO (Chief Executive Officer), já que é chairman na B&A.

“Eu até entendo por que algumas pessoas pensaram nessa possibilidade. É um pensamento na linha de ‘se tem uma mineradora “aqui” (no BTG) e uma lá (no EBX), por que não juntar?'”, destaca o executivo. Ele ficou feliz pelo fato de que os dois grupos celebraram um acordo, o que viabilizando ainda mais a execução dos projetos de Eike – que seriam positivos para o Brasil.

Como parceiro, ele destaca que o BTG é excelente – algo que pode ser compravado agora pelo grupo de Eike Batista. “Acho que vai ser uma parceria muito importante, ou eles não teriam feito isso, traz uma musculutura. O BTG tem muita gente boa, muito comprometidos com o negócio”, afirma. 

Completamente satisfeito, ele não duvida nenhum pouco da capacidade de execução de seu parceiro. “É um banco de investimento que investe de verdade, que tem muita gente capacitada, que trabalha muito. Olhando para trás, percebo que acertamos em cheio no parceiro”, avalia, mostrando otimismo com a parceria do EBX com o BTG. 

É traição?
O fato de o BTG já possuir uma parceria com uma mineradora não faz com que o acordo se transforme em uma espécie de traição, na visão de Spina. “Não temos ciúme, não achamos que é traição. Até pela diferença entre as duas parcerias, o negócio entre os dois é uma espécie de assessoria financeira”, destaca. 

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Ele não diz que é impossível que haja novos desdobramentos que não sejam positivos para a B&A, mas acha improvável. “Amanhã pode sair alguma coisa que a gente ainda não saiba, mas temos um acordo e ele será cumprido”, diz o executivo de uma das empresas de mineração mais promissoras do mundo, com operações de cobre e fosfato, além de avaliar a possibilidade de novas aquisições. 

O beneficiado é o Brasil
Para Spina, o maior beneficiado não é nem Eike Batista, nem André Esteves. “Essa é uma parceria muito boa para o Brasil, traz possibilidade para os projetos da EBX se concretizarem, e o Brasil está precisando deles, precisa de portos, energia, etc”, avalia o executivo, sócio de Agnelli. 

Para ele, a parceria entre os dois gigantes espanta as dúvidas de quem duvidava da execução destes projetos. “Havia muita especulação, havia uma questão de credibilidade, e isso espanta as más línguas. Essa notícia trouxe uma posição muito positiva, de que essa potência vai contar com o apoio do BTG”, finaliza, desejando sorte aos dois grupos.