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SÃO PAULO – Refletindo as especulações do mercado a respeito do possível pagamento de proventos em atraso, as ações ordinárias e preferenciais classe B da Eletrobrás, ELET3 e ELET6, respectivamente, vêm apresentando comportamento diferenciado desde o final de outubro.
Se por um lado, as ações ordinárias da holding apresentam alta de 7,06% nos últimos trinta dias, no mesmo período as preferenciais classe B registraram valorização de apenas 0,39%.
Spread relativo mostra esta tendência
O spread relativo entre as duas ações, isto é, a diferença porcentual entre os dois papéis, apontou esta tendência de melhor desempenho da ação ordinária da Eletrobrás em relação à preferencial classe B.
Desde 30 de outubro o spread relativo entre as duas ações, caiu de 8,22% para 0,52%, ou seja, a ação ordinária registrou uma valorização muito superior e passou a negociar em um patamar muito próximo dos papéis preferenciais. Vale lembrar que nos últimos seis meses o spread médio ficou em torno de 8,6%.
Eletrobrás deve a detentores de ações ordinárias
Um fator importante que vem proporcionando esta tendência nas ações ordinárias da Eletrobrás é o fato dos possuidores destes papéis não estarem recebendo dividendos como deveriam, o que criou uma dívida de R$ 4,5 bilhões da holding com os seus acionistas.
Com isto, o preço das ações ordinárias da Eletrobrás vem sendo impulsionado, já que com a compra deste papel os investidores também embolsam um crédito referente ao não-pagamento dos dividendos pela empresa. Segundo o diretor financeiro da empresa, Alexandre Magalhães, a companhia ainda não encontrou uma maneira de quitar este débito sem que fosse necessário o uso do seu caixa, visto que este se encontra atualmente bastante reduzido.
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Emissão de novas ações seria uma boa medida
De acordo com os analistas do Banco Pactual, o pagamento aos acionistas por meio da subscrição de novas ações seria uma proposta viável a fim de resolver este problema.
Deste modo, a dívida da Eletrobrás com os detentores das ações ordinárias da companhia seria liquidada através da concessão de créditos para a compra destes novos papéis. Segundo as estimativas do Pactual, esta medida levaria a uma elevação em 20% no número de ações ordinárias da Eletrobrás, beneficiando este papel em relação às ações preferenciais classe B da holding.